Opiniões

Desejo: Relógios da Swatch

„Lá vem, lá vem, lá vem a louca do relógio querer, mais uma vez, comprar tudo, comprar mil relógios para apenas dois braços!“.  – Meu amado marido.

Isso é o que eu ouço toda a vez que me vejo babando por um relógio. Sim, meus caros, eu amo aqueles relógios caríssimos que me enchem a boca d’água, me fazem cutucar a carteira, o salário que é pouco, o marido que acha tudo isso um exagero (o hipócrita, porque ele também ama relógios). A razão, que é pouca, manda eu parar com a frescura e fechar os olhos diante de tanta lindeza. Eu nem vejo o preço, mas acabo gostando do mais caro para o meu azar, mas aí eu esbarro com uma loja da Swatch e descubro que eles também vendem objetos de desejo por um preço justo!

Veja se eu não tenho razão:

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É de lascar, viu? Não contente com a beleza, eles resolveram ainda fazer um de cada cor, para que a gente fique doente, querendo tudo.

A minha opinião? Isso é pura sacanagem. Não é, Fry?

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Swatch, „cala a boca e leva o meu dinheiro!“.

Aqui vai um close para os mazoquistas:

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Agora para as madames clássicas e chiques:

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Para adoçar:

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Hmmmm… delícia!!!

Quero todos!!!

O site da Swatch no Brasil é o http://www.swatch.com.br e na Alemanha é o http://www.swatch.de .

Se joga!!!

Beijos pontuais da Alemanha,

Nanda

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Compras, Opiniões, Resenhas

Review/Resenha Avène Cleanance Gel de Limpeza Facial

O post de hoje é bem espontâneo. Movido pelo desgosto de mais uma compra errada, resolvi contar para vocês o produto de limpeza facial que estou usando a mais ou menos 2 anos, e que não troco por nada nesse mundo e sempre me arrependo quando compro outro quando o estoque acaba. O nome gringo dele é Cleanance Seifenfreies Reinigungsgel. hahahaha Não, eu não falei nada sobre a sua santa mãezinha, o negócio se chama assim mesmo aqui… traduzindo, ele é um gel de limpeza facial sem sabão. Legal, né?

Essa linha da Avène é a minha predileta no verão… uso tudo mesmo, de gel de limpeza ao tônico, creme para a noite e para o dia. No inverno uso também algo da Avène mas da linha para pele sensíveis. O gel de limpeza é o mesmo de verão a inverno.

Nunca fui dessas pessoas que são fiéis a um produto só por anos e anos e nem provam nada novo porque sabem que o que usam já é o melhor. Não mesmo. Sou curiosa, adoro experimentar novos produtos, por isso acabo testando muita coisa. E mesmo assim, não consegui achar nada melhor do que esse gel.

Olha como ele é:

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Então, ele é bem fluido, mas é potente. Um frasco de 200ml dura 6 meses! Eu disse SEIS meses! Levando em consideração o preço, uns 12 euros (ou 36 reais +ou-) é uma super pechincha. Espuma muito, dura muito, limpa a pele sem ressecar, manda as espinhas e os poros abertos para a casa da „porta que abriu“ e ainda dura uma eternidade. Quer mais? Ele não irrita a pele de jeito nenhum, podendo ser usado também em peles sensíveis (como a minha!).

Hoje o meu frasco acabou. Fui na farmácia e eles não tinham, então, para quebrar o galho, comprei um outro gel de limpeza da Lavera, marca alemã de cosméticos orgânicos e vegan. Que erro. O troço não chega nem às unhas dos pés do meu amado.

Aqui tem um vídeo mostrando a consistência dele e como usá-lo no rosto:

 

Para saber mais sobre a Avène e a sua linha de produtos, ingredientes, etc, acesse o site da marca: http://www.eau-thermale-avene.com.br/rosto/cuidados-especificos/pele-de-tendencia-acneica/cleanance-gel

Se usarem, me contem o que acharam, ok?

Beijos congelados, porém ensolarados, da Alemanha,

Nanda

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Comidas

O verdadeiro molho bolonhesa

Eu adoro morar na Alemanha mas confesso que, como toda gorda exilada, morro de saudade dos pratos e delícias da minha terrinha, no momento conhecida como Hellcife devido ao calor que está fazendo por lá.

Sim, residir na Alemanha me traz uma lista imensa de benefícios, mas às vezes acordo com uma vontade louca de comer pãozinho francês quentinho com queijo de manteiga e fico muito arretada porque os alemães sempre me enrolam com produtos que são gato por lebre e eu, desesperada, acabo comprando o queijo de manteiga „alemão“ que não chega nem aos dedinhos do pé do queijo de manteiga feito em Cumaru (terra dos meus avós, tios, primos, nem queira saber onde fica isso, é o * do mundo mesmo).

Pra completar o aperreio, eu tenho um monte de amigo da onça, filhos da mãe mesmo, sabe? Aqueles que são tããão ruins, que vc entende o motivo de não ter inimigos: ter inimigos, com os amigos que eu tenho, seria uma tamanha redundância ou desperdício de recursos… eles ficam postando fotos de arrumadinho pra cá, charque pra lá, tapioca, feijoada, picadinho, (essa vai especialmente para a minha inimiga mortal nr. 1, a senhora Alessandro do Pimentas, aquela biscatchi!). Minha irmã tb não é uma ajuda grande, já que ela sempre relata com detalhes o que mainha fez para o almoço. Tortuuuura!

Maaaaaaaaaaaas o dia da vingança chegou! Hoje vai ter lasanha aqui em casa (gordinha que é gordinha faz lasanha no meio da semana…). Só que eu me utilizo dos citados benefícios de se morar por aqui e ter a sorte de ser vizinha de tantos italianos e tb trabalhar com eles (mais conhecidos como os baixinhos, carecas, de sangue quente que fazem barulho o dia todo – um abraço especial para o amigo Massimo que vai ficar p… da vida ao ler isso) para apresentar para vocês a receita original do molho a bolonhesa. Não, pirua, não é aquela receita que leva molho pronto não! Nem é aquela que mistura tudo ao mesmo tempo de uma vez só. É a original que o amigo Massimo jurou de pé junto que é até registrada e tudo na Itália (italiano tb é um tico exagerado, por isso perdoem o cabra caso ele tenha aumentado os fatos).

Como o molho bolonhesa está presente em vários pratos típicos, Massimo contou que faz um monte ao mesmo tempo e congela em porções, assim, quando ele precisa fazer algo, não precisa esquentar o bucho no fogão durante 2 horas! (Esse é o tempo mínimo para que o molho fique no ponto!).

Hoje não vou chorar no cantinho lamentando o fato de não ter uma tapioca recheada com queijo coalho e manteiga e vou me esbaldar!!!

Bora s’imbora comigo?

Ingredientes (para 6 pessoas famintas!):

Ingredientes
900g de carne de boi moída
350g de pancetta (bacon)
150g de cenoura
150g de aipo
150g de cebola
15 colheres de sopa de molho puro de tomate (polpa de tomate de preferência com tomates italianos)
2 copos de vinho branco
600ml de leite integral
Sal e pimenta-do-reino

Modo de preparo:

Coloque o bacon picado em uma panela, deixando cozinhar na própria gordura.

Pique a cenoura, o aipo e a cebola e junte com a pancetta, refogando lentamente.

Acrescente a carne e mexa até começar a fritar.

Junte o vinho e o tomate, deixando cozinhar durante duas horas. Depois de meia hora, acrescente, aos poucos, o leite, o sal e a pimenta.

Aqui vai umas fotos toscas do processo:

Você vai precisar de tudo isso aí ó:

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Explicando um pouco os ingredientes… o aipo é o coringa do molho, porque dá um toque verde característico. Aqui eu não achei aipo no mercado, então comprei a raiz de aipo que é essa coisa branca, estranha na lado esquerdo da primeira foto.

A cenoura serve para dar um sabor levemente adocicado no molho e diminuir a acidez do vinho. Use de preferência um vinho bom (vinho bom nem sempre é sinônimo de vinho caro! Esse da foto é excelente e me custou apenas 4 euros ou 12 reais).

Aqui na Alemanha é inverno, por isso não consigo encontrar tomates italianos frescos para fazer o molho. Polpa de tomate italiano é uma ótima alternativa, porque os tomates são processados no melhor período de colheita: parece que vc acabou de fazer o molho em casa!

Não use nenhum tipo de óleo, manteiga, para assar os ingredientes!!! Acredite em mim, o bacon e a carne moída já fornecem gordura suficiente para o preparo!

Bom apetite (Guten Appetit!) gente! Não vão comer tudo sozinhos, ok? Uma xícara do molho contém por volta de 280 calorias!

Beijos congelados, porém felizes, da Alemanha,

Nanda

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Baby, Compras, Inspiração, Moda

Quando encontramos o verdadeiro luxo

Olá meninas!

Hoje eu recebi uma encomenda que fiz de roupas orgânicas para o meu bebê. Um luxo que eu pensei ser só para os esnobes que vêem produtos tóxicos produzidos por trabalho escravo chinês por todos os lados. Cai na tentação do „orgânico“, „bio“, „sustentável“, „fair trade“, pela vontade de colaborar com tais iniciativas que são, ao meu ver, a verdadeira salvação do mundo.

A idéia de que a minha bebezinha usaria roupas infestadas com todo o tipo de porcaria cancerígena não me apetece. Muito menos o fato de saber o preço que outras pessoas pagam (jornadas de trabalho de 21h diárias, escravidão, péssimas condições de trabalho…) para que possamos pagar cada vez menos. Hoje prefiro pagar mais por algo que tenha um certificado de procedência, que dura muito mais. Esse é o meu luxo: eu pago mais por coisas melhores e tenho certeza de que alguém recebeu um salário digno pelo seu trabalho.

Foi assim que encontrei a Kindsstoff (em tradução livre: pano para criança), uma marca alemã que produz roupas orgânicas na Alemanha (muito importante!), tem o certificado GOTS (Global Organic Textile Standard) que assegura a qualidade do tecido livre de qualquer tóxico.

O melhor de tudo é a atenção da empresa em todos os processos da compra. Quando a gente recebe algo, é tudo empacotado com tanto amor… tem luxo maior?

Depois, quando as roupinhas não couberem mais em Sophie, eu posso enviar tudo de volta para a empresa e eles revenderão tudo por mim… assim, alguém terá a oportunidade de comprar as roupinhas com desconto porque são usadas, aumentando o tempo de uso delas, e eu ganho um desconto na minha próxima compra. Eles tb pagam mais aos Correios daqui, para que eles utilizem energia renovável em todo o processo de entrega. Mais sustentável do que isso, impossível.

Olha só que mimo:

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Para quem se interessar e estiver vindo para a Alemanha, ou tiver quem mande para o Brasil, o site da marca é o https://www.kinddstoff.de . O site é em alemão, mas dá para ver as fotos lindas e os preços.

Beijos congelados da Alemanha,

Nanda

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Opiniões

Objetivo de vida: ostentar, custe o que custar

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Gente, fiquem orgulhosos de mim, finalmente o meu bloqueio para escrever deixou esse corpo lindo and amarelo e foi para a casa da p… que o pariu. Estou realmente inspirada nesses últimos dias. Também, com tanta barbaridade acontecendo, não há quem não queira dar uma reclamadinha, né?

Eu estava maquinando esse post a muitos anos. Esse terreno é como areia movediça que, quanto mais vc se mexe, mais afunda. Mas já que  eu não estou nem aí, vamos afundar!

O assunto de hoje é a nossa eterna mania de se dar bem, ou parecer que está se dando bem, não importa como. Eu tomo a liberdade de dizer „nossa“, pq também tenho essa mania e sei que vc que está lendo, mesmo que não admita, é do mesmo jeito. Talvez isso faça parte da evolução humana, que busquemos sempre o caminho mais fácil e prazeroso para atingir algo, ou que tenhamos que impressionar os outros ao nosso redor.

Eu vi essa foto ontem no Facebook:

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Sinceramente não me importo muito como as pessoas ganham dinheiro. Se elas trabalharam muito ou pouco. Se elas nasceram ricas ou pobres. Se elas venceram ou se deram mal na vida. O que me importa nesse momento é a fachada. É a aparência. É a vontade de ostentar o que não existe, de maquiar as coisas para que pareçam perfeitas, de querer demonstrar que a perfeição existe, apesar de tudo não passar de uma mentira.

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Eu acredito ter me  tornado uma pessoa velha no alto dos meus 26 anos. Só pode ser velhice essa coisa de acreditar naquele antigo conto de que estudar e investir em si levam vc a um lugar melhor. Conto do vigário. Pura babaquice para o mundo cibernético ou dessa sociedadezinha hipócrita que nos cerca. Porque o que vale mesmo é ostentar. E já que não há nenhum glamour no trabalho duro, nas noites em claro estudando, no trabalho maçante, no prato feito, na marmita, na universidade a ser paga, na universidade pública que entrou mais uma vez em greve, na coxinha de 1 real de cada dia, ninguém tira foto disso para postar. Claro que não. Como vc chegou lá pouco importa. Se vc ainda não chegou lá é perdedor. A vida é agora e quem ostenta hoje é rei, mesmo que amanhã esteja morrendo de fome.

Não me interessa que a (ex)vizinha mostre no Facebook que o seu filhinho de apenas 4 anos tem um tablet, oops, desculpas, um ipad. Não, eu não morava num bairro de luxo do Recife. O meu bairro tinha moradores bem simples. Tinha, porque hoje os seus moradores tem dinheiro para comprar um ipad para o filho de 4 anos, mesmo que mal tenham o que comer em casa. O que me interessa é que as pessoas não guardam o absurdo para si mesmas e as outras ainda aplaudem de pé e invejam porque não tem como dar um ipad para os próprios filhos.

Como uma ex-colega de trabalho que uma vez ligou para mim para pedir um favor. Eu, toda animada em ajudar uma das minhas primeiras colegas na Alemanha, perguntei o que poderia fazer por ela… puro erro. Ela queria perguntar se eu poderia tirar no meu nome um Iphone pós-pago para a linda filhinha de 12 anos que estaria fazendo aniversário e que queria muito muito um Iphone pq todas as outras coleguinhas na escola tb tinham um. Ela precisou se humilhar e pedir uma coisa dessas a uma pessoa quase estranha para que a sua filha de DOZE ANOS (GENTE!!!) pudesse ostentar na escola! E a tal menina sabia disso e em vez de entender que a mãe não tinha dinheiro para uma coisa dessas, ficava pressionando ela, se fazendo de vítima.

Aí vc pode me perguntar: ei, e o que é que eu tenho a ver com isso? Vc tem muito a ver com isso, pq vc pactua com esse absurdo. Vc admira a blogueira rica que anda por aí com 30 mil reais em um look e vc pensa que isso seria o ideal pra vc tb. Vc até sente inveja pq ela pode e vc não. E na primeira oportunidade vc gasta até o que não tem para comprar algo para ostentar tb. E vc terá filhos um dia e comprará pra eles Iphones para que eles sejam vistos como „ricos“ pelos coleguinhas na escola.  Vc acredita que a vida dos outros é perfeita e a sua é uma porcaria. Vc até faz das tripas coração para seguir a modinha do mês, a dietinha do mês, a trendizinha do mês pq vc mesmo não quer ser excluido. E ainda acha babaca aqueles pobres diabos que lutam contra a correnteza e vão estudar.  Ou acham que o cara que estuda é corajoso, gente boa… mas „isso não é pra mim não, eu não tenho paciência“.

Eu até entendo o amor de mãe que diz „vou dar tudo o que eu não tive aos meus filhos“, mas não entendo o fato de que esses filhos são criados para explorar os pais, para arrancar tudo deles em nome das aparências. Os pais é que se sentem culpados caso não possam dar a calça jeans que os filhos pediram. Eles se despedaçam, fazem horas extras, trabalham de dia e de noite para isso.  Os sonhos estão cada vez mais pequenos e palpáveis hoje em dia: a gente sonha hoje, o pai gasta o salário mínimo que ganha e realiza o sonho amanhã. Na minha adolescência eu sonhava em conhecer o mundo, falar várias línguas, ter uma biblioteca imensa, ter um diploma. Os jovens do rolezinho sonham com um tênis a Oaklen, um óculos Rayban, os ousados sonham com um look de boutique diferente por dia. E as vitrines das lojas do shopping são como o ideal de vida a ser alcançado por cada um, ou pelos pais deles.

Depois da repercussão do caso, a menina e a mãe dela resolveram gravar um vídeo para dar a sua versão dos fatos:

 

 

 

Bom, depois de ouvir a opinião das envolvidas, dê a sua própria opinião sobre o caso! E sim, vc tem o direito de dar opinião, já que o fato não é um fenônimo isolado, mas algo crescente que merece reflexão.

Beijos congelados da Alemanha,

Nanda

Imagens: Reprodução

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Off Topic, Opiniões

Atualizando os babados!

Oi meninos, meninas e etc (salve Sivaldo, autor dessa saudação, que sempre cumprimentou todos os indivíduos, independente de sua orientação sexual).

Para quem ainda não sabe, eu ganhei um título novo no mês de julho, mais especificamente no dia 22 julho: agora eu não sou apenas a esposa de alguém, a jurista, a blogay(ui!)ra, a filha da Maria Bonita (né, mainha?), eu sou também mãe. E nem venham me dizer que a minha princesa escolheu a mesma data para nascer que o bebê real, o principezinho George, que Sophie nasceu primeiro (às 3:50 da madrugada).

Como isso aconteceu, nem preciso explicar, né? Acho que todo mundo aprendeu isso na quarta série do ensino fundamental, por isso vou poupar os esforços e evitar a fadiga não esclarecendo algo que todo mundo conhece.

Para quem me conhece e tava curioso para saber o destino que eu tinha tomado, aqui vai: pedi demissão do emprego que tinha em outra cidade porque não aguentava mais passar horas e horas no trânsito, na estação de trem, no ônibus… eu sei que tem gente que passa por isso todos os dias, mas de alguma forma eu tinha sempre a impressão de estar jogando o meu tempo fora dentro de algum meio de transporte. Quinze dias depois de pedir demissão, recebi um telefonema de uma ex-colega de trabalho que soube que eu estava sem emprego e me chamou pra uma entrevista com o gerente regional de um banco. Apesar de já ter planejado ficar sem trabalhar alguns meses para decorar a casa e finalmente tirar a minha carteira de motorista aqui, a proposta foi tão boa, o pessoal tão legal, o emprego tão perto da nova casa, que eu aceitei. Assim, comecei a trabalhar no centro da cidade. Alguns meses depois engravidei, e aqui estou.

O trabalho é ótimo e estou no momento de licença-maternidade. Aqui na Alemanha, temos até 3 anos de licença maternidade, sendo que no primeiro ano vc recebe uma parte do seu salário (a média é calculada de acordo com o seu salário nos últimos 12 meses) e depois mais dois anos sem receber salário, mas o seu emprego fica garantido. Eu optei por passar um ano em casa, e em julho voltarei a trabalhar meio-expediente.

Eu estou planejando um série de posts para falar sobre a gravidez, parto, vida de mãe, corpo antes, durante e depois da gestação, e gostaria de saber a opinião de vcs sobre o assunto. Eu sei que muitas nem planejam ter filhos ainda… então os posts serão bem específicos para aquelas (ou aqueles) que estão passando por um momento parecido agora e querem saber como foi a minha experiência.

O que vcs preferem saber primeiro?

Aqui vai um oi da minha princesinha Sophie, com menos de um mês de vida:

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Não é a coisa mais linda do mundo???

 

Beijos congelados da Alemanha,

Nanda

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Opiniões

Precisamos falar sobre o Kevin

Breve Prólogo:

Esse post foi escrito em maio de 2012, e salvei apenas como rascunho porque não pude terminá-lo. Agora que o revisei, resolvi postar para vcs.

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Minhas queridas leitoras.

Comecei com „minhas leitoras“ porque vocês conseguiram me estragar de um jeito que eu tô me achando mais que a „Bubbaloo“, a bichona mais malhada do pedaço, de short jeans curto, morador(a) da rua onde residia no Recife, que malha a bunda o inverno inteiro para mostrá-la no verão.

Vamos parar de baboseira e recomeçar.

Bom, hoje eu vim falar de um livro que foi indicado pelo Pimentas, o „Precisamos falar sobre o Kevin“ ou “ Wir müssen über Kevin reden“ para as chiquitas que estão, como eu, se aventurando na Alemanha.

Esse foi sem dúvidas um dos livros mais profundos e polêmicos que eu li até agora. É um livro que causa mal-estar de tão verdadeiro que é. Imagine que você tenha, aos olhos da sociedade, uma vida perfeita. Você ama viajar e tem a possibilidade de viajar pelo mundo inteiro porque é dona e diretora de uma empresa de turismo. Seu marido é super apaixonado por você, vocês levam uma vida tranquila mas não chata, tudo está em seu lugr até que você, na sua plena felicidade, percebe que falta algo. Segundo os padrões sociais, todo o casal deve ter um filho, certo? Pois então era isso o que faltava para uma vida mais feliz ainda: um filho.

Até aí tudo normal ou anormalmente perfeito, mas imagine se esse filho é, desde de bebê, frio e calculista, um psicopata. O que acontece se o seu querido filhinho que vem para tornar a sua vida mais feliz na realidade se torna um assassino frio? Que aquele bebê fofinho te olha com olhos cruéis e vc pensa que está ficando louca, por se tratar apenas de um bebê. E se esse bebê cresce e faz de tudo para infernizar a sua vida, até que ele trama o desfeche perfeito para a sua vida maravilhosa?

Li. Recomendo. Claro que a obra é uma ficção, mas nos faz refletir sobre a personalidade das pessoas e as dificuldades de se criar um filho.

Há também uma versão para o cinema com a atriz Tilda Swinton. Nesse caso eu recomendo ler primeiro o livro e depois ver o filme, já que apesar de mostrar o desfecho da história, o filme não reproduz a densidade e suspense do livro (na minha opinião).

We Need to Talk About Kevin (Precisamos Falar Sobre o Kevin) (1)

 

Fotos: Google images.

Beijos congelados da Alemanha,

Nanda

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Tirando as teias (ou reencontro)

Reencontro

(Sorriso).

Sempre que reencontro alguém que não vejo há algum tempo, abro um sorriso. Veja bem, eu digo sempre porque tenho pouquíssimos desafetos e tenho a sorte de nunca topar com eles. Por isso repito: sempre que reencontro alguém abro um sorriso pelo prazer do reencontro.

Ontem eu achei o site da escola onde estudei, e analizei saudosamente as fotos das dependências que estão ainda gravadas na minha memória infantil e adolescente. Eu vivi tantos momentos bons e ruins naquela escola… bateu uma saudade dos professores, dos colegas (amigos?) que estão longe de mim agora. Infelizmente não posso entrar num avião e ir ao encontro desses amigos, abrir um sorriso, dar vários abraços e beijos, mas tenho como fazer isso online, pelo menos com as pessoas que lêem ou leram em algum momento o meu blog. Só por curiosidade, acessei o blog um dia desses para ver como estava e bateu uma saudade tremenda. Eu tenho saudade de escrever, saudade das pessoas que  lêem o blog e compartilham. Vir aqui e perceber, surpresa, que ainda existem pessoas que passam para ler o que escrevo, fez-me tomar  pra dizer: „Olá! Quanto tempo!“.

E como velhos companheiros, dou-me a liberdade de dizer que nada mudou. Eu entrei num buraco de minhoca, saí num universo paralelo onde o tempo não passa, e aqui estou como se hoje fosse apenas o amanhã do último post. E na minha ousadia, permito-me até viajar nas idéias, celebrar a felicidade.

Tenho tantos „causos“ para contar. Tanta coisa aconteceu. Mas não vou revelar nada ainda. Esse post é apenas o reencontro, os demais servirão para contar os babados e agora tenho que ir porque tem um nenenzinho lindo e faminto chorando para mamar. Oops, acabei falando demais!

Beijos congelados da Alemanha,

Nanda

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Fugindo do comum: papéis de parede com foto

Olá meninas!

Como está o domingão no Brasil? Eu sei. Eu sei. Eu também queria me matar quando tinha que assistir Faustão e todas as besteiras que passam na TV no domingo quando morava no Brasil. Embora eu não tenha a possibilidade de assistir TV brasileira na Alemanha, a qualidade da programação da TV aberta aqui não é tão melhor que a do Brasil. Mesmo que bata uma preguiça na hora de empacotar as coisas para a mudança, o fato de só passar coisa chata na TV ajuda e muito na produtividade da pessoa que vos fala. É melhor trabalhar do que ver besteirol na TV.

Ainda bem que existe internet para nos salvar do trabalho e da chatice da TV. E nada como unir o útil ao agradável buscando inspiração para decorar o nosso novo ninho, né?

Quando ainda morava no Brasil, nos meus primeiros semestres de faculdade trabalhei no Call Center da TIM. Lá tínhamos um quarto para relaxar, o „Canto do Sossego“, acho que se chamava assim. Quando estávamos sob estresse por causa de algum cliente ou problema, tirávamos uma pausa e íamos para lá „desligar“ dos problemas. De vez em quando tinha até massagem! É… trabalhar na TIM era um luxo só! O quarto era pouco iluminado (ui!), tinha música ambiente para relaxar (ui!ui!) e numa das paredes tinha uma foto imeeeensa de uma praia, cobrindo a parede inteira. Eu lembro o quanto adorava ficar olhando para essa imagem gigante, quase me sentindo dentro da paisagem (não, eu não estava sob influência de drogas, nunca estive).

Daí, pensando nos papéis de parede que iremos escolher para decorar a casa, lembrei dessa parede na TIM. Fui no Google na hora procurar por lojas que vendem algo parecido aqui. E qual não foi a minha surpresa ao deparar com fotos lindas e dicas muito especiais de decoração!! Eu quero aplicar o papel de parede com foto em apenas uma parede do nosso quarto.

Preparados? Então vamos lá ver as belezuras que eu achei.

Eu tenho que usar um cliché para dizer isso, mas as possibilidade são realmente ilimitadas.

E vocês, o que acham? Brega ou Cool?

Por favor, se tiver alguém que já aplicou esse tipo de papel de parede, eu ficarei super agradecida se receber dicas!

Beijos quentes da Alemanha,

Nanda

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Decoração, Inspiração, Opiniões

Quem está incomodado que se mude (eu!)

Não, dessa vez eu não vi brigar com ninguém -ainda não- nem vim citar mocinhos ou mocinhas, vilões ou vilãs.

Eu vim apenas falar que, finalmente, conseguimos um apartamento para mudar. Vocês sabem que eu estava querendo há muito tempo mudar de apartamento, mas até agora não tínhamos achado um imóvel apto para chamarmos de lar. Até agora. No mês passado fomos ver um apartamento que fez os nossos corações baterem mais forte.

Não há nada de errado no apartamento que eu moro agora, tirando o fato que ele é o apartamento de solteiro do meu marido. Sem querer ser sexista, mas já sendo, decoração não é exatamente o talento de determinados homens como, por exemplo, o meu marido. Apesar de ter um gosto apurado pelas coisas, a praticidade para ele é a característica mais importante na hora de decorar (chamemos isso de decorar), o que significa que ele trouxe todos os móveis que ainda estavam inteiros do seu quarto de adolescente, o que me dava sempre a sensação de estar hospedada num quarto de um menino de 15 anos, apesar da nossa cama colossal (2mx2,20m) ser maravilhosa. Eu estava realmente incomodada. Claro que dei o meu toque em muitas coisas, mas eu não podia simplesmente jogar o que não me agradava pela janela para dar lugar a coisas que eu queria. Nossa cozinha não me agradava, nosso banheiro era muito pequeno, a casa não era bem o que eu esperava de um lar, apesar de termos sido felizes aqui.

Depois de tanta incomodação, nada melhor do que se mudar, não é?

Respondendo à pergunta que minha mãe um dia fez e que é a pergunta que muitas das minhas amigas/amigos e etc ainda fazem: „Ô Fernanda, já que vcs não vivem mal (financeiramente) porque não compram uma casa? Eu respondo assim: „HA HA HA“. Na Alemanha, pelo menos na cidade onde eu moro, é extremamente caro comprar uma casa ou apartamento que tenha o mínimo de conforto. Quando eu digo extremamente caro, eu falo de pelo menos um milhão de reais, ou 400 mil euros, o que, para mim, é muuuuito dinheiro. Já ouvi muita gente que mora no exterior dizendo que não compra casa porque ainda é jovem, e não quer morar para sempre no mesmo lugar, quer conhecer o mundo, morar em outros países, dependendo da proposta de emprego, etc, mas eu suspeito que o verdadeiro motivo é o valor dos imóveis nos locais onde essas pessoas moram. A não ser que você queira uma dívida para o resto da vida, ou que você seja milionário e pague à vista, é mais vantajoso viver de aluguel. Viver de aluguel no Brasil pode até ser desperdício, porque o valor do aluguel é muitas vezes o valor da mensalidade do financiamento de uma casa própria, mas na Alemanha não é bem assim. O custo mensal do imóvel próprio é muuuuito maior do que o valor que se paga de aluguel. Estranho, mas é assim mesmo.

Voltaaando. Por que eu estou falando isso tudo? Só para vocês saberem que agora mais do que nunca os meus pensamentos estão voltados para decoração. Eu não consigo pensar tanto em roupas quanto em cozinhas, sapatos não me fazem no momento mais feliz do que papéis de parede, o único esmalte que povoa a minha mente é o esmalte que embelezará os elementos de metal na nova casa.

Vamos brincar então de decorar?

Vamos aproveitar essa fase para ver muito papel de parede, dicas de decoração, móveis, cozinhas, etc?

Começaremos a reforma do novo apartamento na terceira semana de julho. Até lá teremos muito tempo para nos deixar inspirar.

Claro que eu vou adorar se receber dicas de decoração, DIY para casa, relatos de experiências que vocês tiveram quando precisaram se mudar. E, se possível, dividirei com vocês também um pouquinho do estresse, dificuldades, facilidades, de uma mudança na Alemanha.

Lembrando que, eu não me mudarei para outra cidade ou coisa parecida. Eu só deixarei de morar no subúrbio para morar num bairro do centro da cidade (ai que amostrada que eu sou!). Menina de subúrbio que se muda para o centro da cidade fica tão amostrada e metida que ninguém aguenta! hahaha

O que eu tenho para mostrar para vocês hoje é a primeira compra de móvel (compra não tão aprovada, mas a praticidade do marido falou mais alto) da semana. O móvel em questão é um sofá-cama que, apesar de ter uma cor horrível, é suuuper confortável. Foi o último do estoque da loja, com preço super amigo. Meus irmãos e os amigos que moram em outras cidades ou no Brasil finalmente terão um lugar descente para dormir. Com relação à cor, nós vamos fazer capas novas para as almofadas, e jogar um plaid por cima para esconder a cor feia.

O dito-cujo é mais ou menos assim ó:

O meu é pior, porque as almofadas não são assim. As minhas têm uma estampa horrível. Esse vai para o escritório/quarto de hóspedes. Nós não temos um quarto extra para usar como quarto de hóspedes, mas quando tivermos hóspedes o quarto é grande o suficiente e será decorado com muito carinho, assim ficará bem confortável. O problema é… como decorar um quarto que têm como peça principal um sofá-cama marrom? MARROM, gente! Marrom-bombom, marrom, marrom, marrom. Assim, marrom não é a minha cor. Definitivamente. Alguém aí tem uma sugestão de decoração com essa cor? Sim, eu já pensei em derramar „acidentalmente“ uma garrafa inteira de vinho no sofá, para manchar, mas o marido já descobriu as minhas intenções assassinas e vai fazer o possível para me impedir.

Lembrem-se que eu mudarei de qualquer forma a capa das almofadas. E adicionarei outras.

Que tal algo assim:

Ou algo asssim:

Eu adorei esse mix de cores e estampas…

E aí, o que vocês acham?

No próximo capítulo da novela falaremos de papéis de parede.

Beijos floridos e calorosos da Alemanha,

Nanda

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