Opiniões

Tirando as teias (ou reencontro)

Reencontro

(Sorriso).

Sempre que reencontro alguém que não vejo há algum tempo, abro um sorriso. Veja bem, eu digo sempre porque tenho pouquíssimos desafetos e tenho a sorte de nunca topar com eles. Por isso repito: sempre que reencontro alguém abro um sorriso pelo prazer do reencontro.

Ontem eu achei o site da escola onde estudei, e analizei saudosamente as fotos das dependências que estão ainda gravadas na minha memória infantil e adolescente. Eu vivi tantos momentos bons e ruins naquela escola… bateu uma saudade dos professores, dos colegas (amigos?) que estão longe de mim agora. Infelizmente não posso entrar num avião e ir ao encontro desses amigos, abrir um sorriso, dar vários abraços e beijos, mas tenho como fazer isso online, pelo menos com as pessoas que lêem ou leram em algum momento o meu blog. Só por curiosidade, acessei o blog um dia desses para ver como estava e bateu uma saudade tremenda. Eu tenho saudade de escrever, saudade das pessoas que  lêem o blog e compartilham. Vir aqui e perceber, surpresa, que ainda existem pessoas que passam para ler o que escrevo, fez-me tomar  pra dizer: „Olá! Quanto tempo!“.

E como velhos companheiros, dou-me a liberdade de dizer que nada mudou. Eu entrei num buraco de minhoca, saí num universo paralelo onde o tempo não passa, e aqui estou como se hoje fosse apenas o amanhã do último post. E na minha ousadia, permito-me até viajar nas idéias, celebrar a felicidade.

Tenho tantos „causos“ para contar. Tanta coisa aconteceu. Mas não vou revelar nada ainda. Esse post é apenas o reencontro, os demais servirão para contar os babados e agora tenho que ir porque tem um nenenzinho lindo e faminto chorando para mamar. Oops, acabei falando demais!

Beijos congelados da Alemanha,

Nanda

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Decoração, Inspiração, Off Topic, Opiniões

Fugindo do comum: papéis de parede com foto

Olá meninas!

Como está o domingão no Brasil? Eu sei. Eu sei. Eu também queria me matar quando tinha que assistir Faustão e todas as besteiras que passam na TV no domingo quando morava no Brasil. Embora eu não tenha a possibilidade de assistir TV brasileira na Alemanha, a qualidade da programação da TV aberta aqui não é tão melhor que a do Brasil. Mesmo que bata uma preguiça na hora de empacotar as coisas para a mudança, o fato de só passar coisa chata na TV ajuda e muito na produtividade da pessoa que vos fala. É melhor trabalhar do que ver besteirol na TV.

Ainda bem que existe internet para nos salvar do trabalho e da chatice da TV. E nada como unir o útil ao agradável buscando inspiração para decorar o nosso novo ninho, né?

Quando ainda morava no Brasil, nos meus primeiros semestres de faculdade trabalhei no Call Center da TIM. Lá tínhamos um quarto para relaxar, o „Canto do Sossego“, acho que se chamava assim. Quando estávamos sob estresse por causa de algum cliente ou problema, tirávamos uma pausa e íamos para lá „desligar“ dos problemas. De vez em quando tinha até massagem! É… trabalhar na TIM era um luxo só! O quarto era pouco iluminado (ui!), tinha música ambiente para relaxar (ui!ui!) e numa das paredes tinha uma foto imeeeensa de uma praia, cobrindo a parede inteira. Eu lembro o quanto adorava ficar olhando para essa imagem gigante, quase me sentindo dentro da paisagem (não, eu não estava sob influência de drogas, nunca estive).

Daí, pensando nos papéis de parede que iremos escolher para decorar a casa, lembrei dessa parede na TIM. Fui no Google na hora procurar por lojas que vendem algo parecido aqui. E qual não foi a minha surpresa ao deparar com fotos lindas e dicas muito especiais de decoração!! Eu quero aplicar o papel de parede com foto em apenas uma parede do nosso quarto.

Preparados? Então vamos lá ver as belezuras que eu achei.

Eu tenho que usar um cliché para dizer isso, mas as possibilidade são realmente ilimitadas.

E vocês, o que acham? Brega ou Cool?

Por favor, se tiver alguém que já aplicou esse tipo de papel de parede, eu ficarei super agradecida se receber dicas!

Beijos quentes da Alemanha,

Nanda

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Decoração, Inspiração, Opiniões

Quem está incomodado que se mude (eu!)

Não, dessa vez eu não vi brigar com ninguém -ainda não- nem vim citar mocinhos ou mocinhas, vilões ou vilãs.

Eu vim apenas falar que, finalmente, conseguimos um apartamento para mudar. Vocês sabem que eu estava querendo há muito tempo mudar de apartamento, mas até agora não tínhamos achado um imóvel apto para chamarmos de lar. Até agora. No mês passado fomos ver um apartamento que fez os nossos corações baterem mais forte.

Não há nada de errado no apartamento que eu moro agora, tirando o fato que ele é o apartamento de solteiro do meu marido. Sem querer ser sexista, mas já sendo, decoração não é exatamente o talento de determinados homens como, por exemplo, o meu marido. Apesar de ter um gosto apurado pelas coisas, a praticidade para ele é a característica mais importante na hora de decorar (chamemos isso de decorar), o que significa que ele trouxe todos os móveis que ainda estavam inteiros do seu quarto de adolescente, o que me dava sempre a sensação de estar hospedada num quarto de um menino de 15 anos, apesar da nossa cama colossal (2mx2,20m) ser maravilhosa. Eu estava realmente incomodada. Claro que dei o meu toque em muitas coisas, mas eu não podia simplesmente jogar o que não me agradava pela janela para dar lugar a coisas que eu queria. Nossa cozinha não me agradava, nosso banheiro era muito pequeno, a casa não era bem o que eu esperava de um lar, apesar de termos sido felizes aqui.

Depois de tanta incomodação, nada melhor do que se mudar, não é?

Respondendo à pergunta que minha mãe um dia fez e que é a pergunta que muitas das minhas amigas/amigos e etc ainda fazem: „Ô Fernanda, já que vcs não vivem mal (financeiramente) porque não compram uma casa? Eu respondo assim: „HA HA HA“. Na Alemanha, pelo menos na cidade onde eu moro, é extremamente caro comprar uma casa ou apartamento que tenha o mínimo de conforto. Quando eu digo extremamente caro, eu falo de pelo menos um milhão de reais, ou 400 mil euros, o que, para mim, é muuuuito dinheiro. Já ouvi muita gente que mora no exterior dizendo que não compra casa porque ainda é jovem, e não quer morar para sempre no mesmo lugar, quer conhecer o mundo, morar em outros países, dependendo da proposta de emprego, etc, mas eu suspeito que o verdadeiro motivo é o valor dos imóveis nos locais onde essas pessoas moram. A não ser que você queira uma dívida para o resto da vida, ou que você seja milionário e pague à vista, é mais vantajoso viver de aluguel. Viver de aluguel no Brasil pode até ser desperdício, porque o valor do aluguel é muitas vezes o valor da mensalidade do financiamento de uma casa própria, mas na Alemanha não é bem assim. O custo mensal do imóvel próprio é muuuuito maior do que o valor que se paga de aluguel. Estranho, mas é assim mesmo.

Voltaaando. Por que eu estou falando isso tudo? Só para vocês saberem que agora mais do que nunca os meus pensamentos estão voltados para decoração. Eu não consigo pensar tanto em roupas quanto em cozinhas, sapatos não me fazem no momento mais feliz do que papéis de parede, o único esmalte que povoa a minha mente é o esmalte que embelezará os elementos de metal na nova casa.

Vamos brincar então de decorar?

Vamos aproveitar essa fase para ver muito papel de parede, dicas de decoração, móveis, cozinhas, etc?

Começaremos a reforma do novo apartamento na terceira semana de julho. Até lá teremos muito tempo para nos deixar inspirar.

Claro que eu vou adorar se receber dicas de decoração, DIY para casa, relatos de experiências que vocês tiveram quando precisaram se mudar. E, se possível, dividirei com vocês também um pouquinho do estresse, dificuldades, facilidades, de uma mudança na Alemanha.

Lembrando que, eu não me mudarei para outra cidade ou coisa parecida. Eu só deixarei de morar no subúrbio para morar num bairro do centro da cidade (ai que amostrada que eu sou!). Menina de subúrbio que se muda para o centro da cidade fica tão amostrada e metida que ninguém aguenta! hahaha

O que eu tenho para mostrar para vocês hoje é a primeira compra de móvel (compra não tão aprovada, mas a praticidade do marido falou mais alto) da semana. O móvel em questão é um sofá-cama que, apesar de ter uma cor horrível, é suuuper confortável. Foi o último do estoque da loja, com preço super amigo. Meus irmãos e os amigos que moram em outras cidades ou no Brasil finalmente terão um lugar descente para dormir. Com relação à cor, nós vamos fazer capas novas para as almofadas, e jogar um plaid por cima para esconder a cor feia.

O dito-cujo é mais ou menos assim ó:

O meu é pior, porque as almofadas não são assim. As minhas têm uma estampa horrível. Esse vai para o escritório/quarto de hóspedes. Nós não temos um quarto extra para usar como quarto de hóspedes, mas quando tivermos hóspedes o quarto é grande o suficiente e será decorado com muito carinho, assim ficará bem confortável. O problema é… como decorar um quarto que têm como peça principal um sofá-cama marrom? MARROM, gente! Marrom-bombom, marrom, marrom, marrom. Assim, marrom não é a minha cor. Definitivamente. Alguém aí tem uma sugestão de decoração com essa cor? Sim, eu já pensei em derramar „acidentalmente“ uma garrafa inteira de vinho no sofá, para manchar, mas o marido já descobriu as minhas intenções assassinas e vai fazer o possível para me impedir.

Lembrem-se que eu mudarei de qualquer forma a capa das almofadas. E adicionarei outras.

Que tal algo assim:

Ou algo asssim:

Eu adorei esse mix de cores e estampas…

E aí, o que vocês acham?

No próximo capítulo da novela falaremos de papéis de parede.

Beijos floridos e calorosos da Alemanha,

Nanda

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Esmalte, Maquiagem, Opiniões, Resenhas

Kiko, Kiko, Rá! Rá! Rá!

Kico, Kico! Rá! Rá! Rá!

Não sei vocês, mas eu não consigo ouvir esse nome e não pensar nisso aqui:

Eu sei, eu sei. Eu sou podre de brega, mas eu não podia perder a piada, né?

Só que hoje não vamos falar desse símbolo sexual, essa fofura, essa criatura que de tanta beleza nos faz perder as palavras (#donaflorindamodeon), mas sim de uma marca de cosméticos italiana que eu vez ou outra via por aí e nem dava tanta bola. Pois é, estou falando da Kiko Make Up Milano.

Depois das fotos do post anterior vocês podem entender que a pessoa que vos fala está mais amarela do que tudo. Depois de ver uma resenha num blog alemão, resolvi dá uma passada no site da Kiko para saber se o bronzer deles era tudo isso mesmo. Daí fui venda mais outra coisinha aqui, um esmaltezinho acolá e, pumba! Acabei pedindo algumas coisas beeeem interessantes.

A Kiko ainda não tem uma loja na cidade onde moro. Na França, pertinho daqui, há um outlet que vende tooodos os produtos da marca com 30% de desconto (lei de outlet na Alemanha, tudo tem que ser pelo menos 30% mais barato do que na loja). Só que o pedido eu fiz online. E olha, foram os 40 euros mais bem gastos da minha vida com maquiagem. É muita maquiagem pra pouco euro, minha gente!!!

Olha só uma vista geral do que eu comprei:

Porque esse bronzer merece uma foto à parte! Gente são 20g!!! Quando eu abri a caixa e vi essa coisa gigante dentro, „pencei que foçe morrer“ como diria a Iaiá!

Vamos falar dos produtos? (da esquerda para a direita):

1- Brush Cleanser: Eu sempre achei um Blush Cleanser uma frescura sem tamanho. Para que um spray a mais para fazer o mesmo trabalho que água e sabão faz? Maaas um Blush Cleaser por 5,90 euros vale a tentativa. E gostei: ele deixa os pincéis (dã!) limpos (quem espevara isso??) e, de alguma forma „hidratados“. Sei lá, eles não ficam oleosos nem nada, mas ficam macios. Para os pincéis de cerdas naturais foi perfeito, mas os de certas sintéticas também funciona com um pouco mais de produto e „esfregadas“. Adoro o cheiro que ele deixa nos pincéis. Bom mesmo. Vem com 50ml.

2- BB Cream: O meu primeiro BB Cream! Quase toda a marca está lançando um, e eu me neguei a comprar o da Garnier porque não gosta taanto assim dos produtos de tratamento para o rosto da Garnier. Um ou outro de salva, mas não queria pagar 9 euros para testar algo que eu tinha certeza que não ia funcionar para a minha pele. Esse da Kiko custou 8,90 euros, e eu comprei porque achei algumas avaliações positivas online. Para mim ele parece um hidratante com cor, mas cumpre bem o papel em dias de pele boa. Ele é como o novo BB Cream da L’Oréal, ele é branco, mas tem „bolhas“ pequenas que contém pigmento e que estouram ao passar na pele, dando um pouquinho de cor ao rosto. Dizer que ele corrige alguma imperfeição é demais. Eu não consegui sacar bem o milagre do BB Cream que eu estava esperando, maaaas, nos dias de pele boa ele dá um „up“ sem pesar.  Nesses dias eu uso só ele +Corretivo  Studio Finish da MAC + pó para matificar. Eu gosto de pegar leve na pele quando quero fazer alguma coisa nos olhos para ir trabalhar, para que o foco fique só nos olhos.

O produto:

Resultado + Fixador de maquiagem:

Nesse dia eu usei também o fixador de maquiagem da marca, para saber se ele segura bem a maquiagem mesmo depois da jornada de trabalho + aula de Taebo. Bom, depois de umas 6-7 horas quando eu fui conferir, o nariz e a testa estavam brilhando. E olha que aqui nem estava tãããooo quente assim. Mas eu achei que é uma frescurinha que dá um plus, sabe? Não interferiu no resultado da maquiagem, a aplicação é fácil… Eu gostei mas agora só uso mesmo se tiver uma festa ou algo parecido para ir.

Por favor relevem o pijama com estampa perua, ok?

Tetei captar as micro-esferas com cor do BB Cream mas a minha câmera não queria colaborar comigo… mas dá para ter uma idéia de como ele é:

Agora o fixador de maquiagem:

Agora o Blush BA-BA-DO, na cor Tomato:

Tipo um coral forte com brilhinhos dourados. Captou? Lindo demais. Dura muuuuito nas bochechas! A única foto que eu tenho usando ele infelizmente não mostra a cor que ele tem. Na foto eu usei ele + o bronzer da marca. Talvez dê para ver o brilho lindo que ele deixa na pele:

Os esmaltes:

Eu aaaamoooo esmalte. É algo verdadeiramente irracional. Quando eu pergunto para o marido se ele gosta, ele diz: é só um esmalte, Nanda! É tããão besta pintar as unhas, mas eu acho tããão lindo. Tipo criança de 5 anos de idade que adora colorir desenho! Eu adoooro colorir as unhas, ué!

O próximo produto é ryco, olha só:

Bronzer muuuito lindo, o meu predileto para camuflar a palidês ou amarelo-cor-de-xixi da minha pele. Ele é tããão lindo… Na foto da make anterior eu marquei as bochechas com ele…

Enfim, a Kiko é uma marca que superou e muito as minhas expectativas. Os produtos são baratos, o acabamento das embalagens é muito bom… Se eu vou comprar novamente? CLARO!

E vocês? Já conheciam a Kiko? O que acharam? Gostariam de conhecer?

*ATUALIZANDO*

Eu, anta antológica, pata patológica, esqueci de colocar detalhadamente onde dá para encontrar a Kiko.

O site da marca, que tem loja virtual na Alemanha, Espanha, Itália, França, Portugal e Inglaterra é o http://www.kikocosmetics.com/ . 

Já o Outlet que eu citei, é o maravilhoso City Outlet em Roppenheim, cidade francesa que faz fronteira com a Alemanha. O site do Outlet é o http://roppenheim.thestyleoutlets.fr/ em francês para quem é chic e fala a língua (eu, infelizmente, ainda não sou dessas).

Amigas que estão na Europa, se joooguem! Amigas que estão no Brasil, infelizmente não tem Kiko para vender ainda. Quem for vendedora, deixa nos comentários, quem tiver interesse nos produtos, manda e-mail para toocold2befashion@yahoo.com.br .

 

Beijos chuvosos da Alemanha,

Nanda

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Fotos de um passeio de trem pela Alemanha: indo ao trabalho…

Para compensar a dieta de posts do último mês, resolvi deixar a preguiça de lado e mostrar para vocês um pouquinho do meu dia a dia por aqui…

Quando fiz essas fotos tinha nevado bastante…

Como vou de trem para o trabalho, e passo por muita cidadezinha pequena e linda, não resisti e levei a câmera comigo para registrar a beleza que isso aqui fica quando neva. É frio. É desconfortável. Mas quando você pensa que tem o privilégio de ver uma cenário desses, nada disso importa. Para mim isso é luxo: poder ver algo tão lindo quanto uma cidadezinha pequena no interior da Alemanha coberta de neve. Muito mais do que eu já sonhei algum dia.

Essa última foto foi do início de Abril, no aniversário da minha sobrinha. Na Bavária estava ensolarado e lindo, por isso fui pegar uma corzinha… não se iluda, estava frio e ventando muuuito nesse dia. Por isso a cara tosca! haha

Com relação às outras fotos… lindo, né?

Mesmo que esteja chuvoso agora, eu estou adorando que está ficando quente… dia desses tivemos 30ºC por aqui!! Muuuito legal…

Querem mais fotos?

Beijos chuvosos da Alemanha,

Nanda

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Opiniões

Vogue Alemanha de Março: a mais linda de todas

Ai ai ai, vocês são demais!

Vocês conseguiram, eu tô mais amostrada do que tudo, pior do que muita cocota por aí, com o ego tão inflado que tô quase voando! haha

Claro que eu nem preciso dizer o quanto apreciei a participação de vocês no post passado. Eu não esperava menos e fico feliz que o assunto tenha feito muita gente parar para pensar e criticar.  Apesar de ter levantado também muitos questionamentos como, qual o limite da crítica ácida, o que devemos ou não aceitar como „mero“ humor e se acusações que são feitas são sérias ou não. Adoro polêmica porque é isso que nos faz finalmente parar numa encruzilhada para tomar decisões, seguir caminhos, entender a influência de determinados fatores em nossas vidas.  Ainda bem que nós não somos meninas deslumbradas com a besteira que nos enfiam goela abaixo. Ainda bem que nós sabemos dizer não e somos seletivas, não é?

Claro que a discussão está longe de ter um fim. E enquanto eu tiver o prazer de ler o que vocês têm para dizer, estarei feliz, triste, revoltada, mas nunca satisfeita, por aqui.

Esse post da Vogue eu deveria ter escrito faz uma eternidade, mas vocês já conhecem as minhas desculpas (trabalho demais, blá blá blá).

Eu sou a feliz colecionadora de Vogues. As da Alemanha são, quase sempre, sensacionais. Mas essa de março foi, sem dúvida, a que eu mais gostei até agora.

Nunca uma foto expressou o quanto as modelos negras têm a sorte de ser a encarnação da elegância. Qual não foi a minha surpresa quando folheando a revista vi que a belíssima modelo da capa se chama Laís Ribeiro e é do Piauí.

Eu estava na banca de revistas da estação de trem de Pforzheim, esperando o trem para ir para casa, quando vi a capa linda. Eu quase não segurei a ansiedade de chegar em casa e ver a minha revista linda. Ai ai, a Vogue não se cansa de querer me matar com tanta beleza, bom gosto, harmonia.

Laís, tô aqui morrendo de inveja de você que é a estrela de uma capa tão linda. Tô desejando mais do que nunca ser negra, magra e alta.

Eu garanto, meninas, ao vivo é muito mais lindo. Mas só pelas fotos (das fotos haha) dá para sentir um gostinho da beleza:

Delineado gatinho preto beeem marcado, e um batom magenta com um „quê“ de transparência. O Girl About Town da MAC com um pouco de hidratante labial dá esse efeito. Um opção boa+barata é um da Natura, a cor 2 da coleção Aquarela. Inspiração para a minha make trabalho de amanhã, só que com o delineado mais discreto.

E o cabelo com muuuito volume? Haja laquê, hein? Gostei demais!!! Desisti de cortar o cabelo curtinho depois que vi essa foto, eu queria fazer um Joãozinho que provavelmente não ornaria tanto com o meu rosto redondo. E brilho, muito brilho. Porque quem é rica e podxi, podxi minha filha!!!

Agora o recheio:

Muito mais charme do que muita francesa!

Boa semana, meninas!

Beijos chuvosos da Alemanha,

Nanda

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Opiniões

Um oi rápido e uma opinião sobre certas blogueiras e blogs

Oi meninas!

Hoje tirei o dia de folga e estou aproveitando para fazer uma faxina de primavera e tirar as teias de aranha do blog.

Sim, a desculpa é a mesma, e nem se preocupem que eu tenho certeza que eu senti mais saudades de vocês do que vocês sentiram de mim. Tirando as minhas duas únicas talifãs, minha mãe e minha irmã, que acessam o blog todos os dias e morrem de rir com as minhas palhaçadas, acho que ninguém sentiu falta de mim, né? (Ou sentiram? Vamos, eu preciso que alguém infle o meu ego que tá mais murcho que maracujá de gaveta).

A verdade é que, embora eu tenho escrito pouco no blog, eu tenho lido muitos blogs e livros nos últimos dias. Principalmente um tal gênio chamado Celso Furtado, que fez meu coração bater mais rápido com suas teorias e análises sobre o subdesenvolvimento. Eu li muito  sobre classes dominantes, luxo, consumo, pobreza, violência, subdesenvolvimento. Repensei muitas coisas sobre a minha vida no Brasil, sobre várias questões que flagelam o meu amado Recife, sobre o pensamento do povo brasileiro como um todo.

Vivendo na Alemanha me fez entender muito sobre o meu próprio povo. Sobre os nossos problemas, defeitos e virtudes. Ver como os alemães vivem, entender o que eles pensam, me fez refletir sobre o meu próprio pensar, e sobre o significado de ser brasileira.

Eu sinto tanta saudade do Brasil. Não é raro me ver trocando comida boa e gringa por um prato de cuscuz com leite, por um arrumadinho delicioso, menos raro ainda é me ver desejando um bom copo de Guaraná Antarctica e xingando essas porcarias de lojas brasileiras que vendem um litro a preço de ouro.

E é talvez por isso que eu goste tanto da blogosfera brasileira. Porque ler o que os meus compatriotas postam me faz ficar um pouquinho mais perto do meu Brasil. Dor-de-cotovelo mesmo, sabem? Tem gente fantástica na blogosfera brasileira. E tem gente que não vale nem o valor da peça da Marisa que veste para fazer publicidade. Se é que vocês me entendem…

Eu lembro que um dos primeiros blogs que eu comecei a ler foi um de uma recifense. Eu achava o blog dela o máximo, porque ela mostrava um lado do Recife que eu, pobre menina advinda da média-baixa, não conhecia. Eram tantos restaurantes com sobremesas em francês, tantas roupas com siglas chics e importadas, tantas makes indispensáveis que eu ficava às vezes tonta quando a lia. Eu ficava pensando: onde é que eu me encaixo? Apesar de achar interessante a visão que ela tinha da cidade que eu conheço como a palma da minha mão, eu achava tudo muito surreal. Depois eu fui entender que a visão que ela tinha era uma visão meio que carimbada do Upper East Side, como se fosse um gringo julgando e comparando a cidade com NY, onde tudo ganhava um ar chic e fresco. Admirável não é? Pois é. Mas muito forçado.

O Recife que eu conheço é o Recife descrito pela Clarice Lispector.

Esse Recife mágico, cheio de mistérios, de pessoas simples. Esse Recife cheio de lugares proibidos, mal-assombrados, de pessoas com a pele morena…

Depois eu fui perdendo o interesse pelo blog. Uma imagem criada pode parecer interessante à primeira vista, mas como não há nenhum conteúdo, como é superficial, acaba ficando entediante. Eu queria algo mais verdadeiro. Eu não queria que alguém transformasse o meu Recife num cenário de Gossip Girl.

E eu achei muitos outros blogs maravilhosos. No começo a gente pensa que todo mundo escreve de forma desinteressada, que a opinião da pessoa é a mais sincera possível, mas não minhas caras. Os blogs foram ficando cada vez mais famosos e parciais. Cada vez mais forçados e mentirosos. E o pior de tudo? É que tem muita gente que tem a cara de pau de fingir que não é bem assim, que o dinheiro que recebem da marca tal é apenas um estímulo para criar tal post, mas o que a opinião é sincera.

Querem uma opinião sincera? Eu sempre comprei na Marisa, C&A e Riachuelo. Por que? Oras, naquela época a minha educação era a seguinte: roupa tem que ser limpa, passada e alinhada. Se foi caro, barato, parcelado ou pago á vista o problema era seu. Quando eu comecei a procurar um vestido de noiva para mim e quando vim à Europa é que tudo virou de cabeça para baixo e eu comecei a atrelar valor à moda. Comecei a ver o „se vestir“ como forma de se expressar, de mostrar quem você é. O que se torna, irremediavelmente, uma forma de mostrar status social. E isso se consegue com a combinação de peças (caras ou baratas) e pela marca escrita na etiqueta.

A única coisa que tá cheirando muito mal aqui é que, se eu sou blogueira e faço questão de me expressar, de mostrar o meu status social com uma Birkin e Louboutins, por que eu mudo a minha opinião na velocidade de um raio dizendo que High-Low é moda, e que a minha calça da Sawary orna perfeitamente com a minha bolsa da Chanel? O que eu não entendo é alguém que tenha feito fama por ser rica e linda e ter 100 Birkins, uma em cada cor disponível, e depois sair por aí, por que recebeu para isso, claro, declarando que sempre amou a marca x, que não vive sem ela.

Não sou contra jabás. De jeito nenhum. Se tiverem um jabá para mim, podem mandar que eu faço. O que eu não vou fazer é dizer que amo, por exemplo, a ZARA, que a qualidade das roupas é excelente, que os tecidos são perfeitos, que o acabamento é isso e aquilo, e que eles só trabalham um pouquinho com trabalho escravo, mas o capitalismo é isso aí, quem não usa trabalho escravo que atire a primeira pedra, porque a minha opinião é totalmente o oposto disso. Ter um trabalho e fazer propaganda é uma coisa. Vender a sua opinião e dar, como brinde, a sua alma é outra. Vamos lá encontrar um limite para isso, não é?

Todas querem(os) ser luxuosas. Todas querem(os) ser ricas e amadas. Mas o que é luxo para você, minha cara? O que é ser rica e amada? Encontremos primeiramente o fundamento desses termos para não desejarmos o que não nos convém.

Acho que o que falta na blogosfera é um pouco de sinceridade. Uns tapas mesmo, sabe? E eu acho que falta mais ainda um pouco de maturidade e profissionalismo para lidar com críticas e evoluir. Quando alguém chama uma criança de feia, a criança se sente ofendida, responde „-Feia é você!“ e mostra a língua. Quando alguém chama um adulto maduro de feio, ele se olha no espelho, julga se é feio ou não, e depois julga as possíveis causas do comentário. Se não há motivo para a crítica ele vira e diz: obrigado pelo aviso, mas essa não é a minha opinião. Se a crítica é verdadeira ou tem um fundo de verdade ele diz: obrigado pelo aviso, se isso me incomodar eu vou mudar, se não me incomodar ou não tiver influência na minha vida eu vou apenas ignorar.

Eu lembro de uma blogueira que desistiu da blogosfera. Eu gostava do blog dela porque ela era muito sincera no que dizia, era bem-sucedida só não era, digamos, bonita. Como beleza não era o seu forte, ela tentava sempre dar dicas de como melhorar. E mostrava makes, novidades, cremes, etc. Eu sempre deixava comentários (logo eu, que sou super preguiçosa para comentar). Como não era uma profissional da área, sempre tirava fotos muito próximo ao rosto. O que deixa, claro, o rosto com proporções deformadas. E um dia, depois de muitos tutos mal-feitos, e fotos deformadas alguém disse sem nenhum requinte: „Aff, que fuça feia! Cê num tá vendo que a câmera tá muito perto de sua fuça??? Só fica bancando de bonita, nem se toca que tá pagando mico mostrando essa fuça tão de perto!“. Sincero né? Hunrum. E grotesco. Só que tão banal que a pessoa deveria rir e dizer: valeu, vou fazer fotos com uma certa distância da câmera. Como a blogueira reagiu? Ela fez um post SÓ para mostrar esse comentário. Ela se rebaixou tanto, esperneou tanto, se reduziu tanto que perdeu a minha admiração. Um adulto não reage assim. Não um adulto controlado e seguro de si. Quem reage assim é uma criança. E reações infantis só são aceitáveis se vierem de uma criança. Em um adulto é muito, mas muito, ridículo. Tão ridículo quanto o comentário que acarretou tal reação. Detalhe: ela nunca, NUNCA, deu tal atenção a elogios feitos por uma leitora. E é justamente esse exagero que me deixa encucada: as pessoas estão hipersensíveis ultimamente, ou elas acham que moram num mundo perfeito, num comercial de margarina, onde todos são educados, felizes, e bondosos?

Tem blogs especializados em caricaturas. E essas caricaturas retratam apenas os defeitos acentuados, exagerados, de uma pessoa. O que você, cara amiga, faz quando vê uma caricatura sua? Vai e processa o artista? Vai e espanca o artista? Manda matar o artista? Se faz de coitada e começa a chorar para que todos vejam o quão maldoso o artista foi para com a sua pessoa? Não. Não. Não. Você ri. Você vê que há um pouco de verdade naquele exagero grotesco e ri. Só pessoas que se acham perfeitas e completas se sentem injustiçadas com uma crítica, por mais maldosa que ela seja.

Caricatura da Angelina Jolie

Como uma tal Senhora Professora Dra. Psicóloga e Blogueira que muitas de nós conhecemos. Ela é rica, loira e, na minha opinião, com tudo em cima. Já deixei vários comentários dizendo que gosto do blog (hj nem gosto mais) e nunca recebi uma resposta. Mas quando alguém disse que a cor do cabelo dela a deixava pálida, ela se transformou numa Blogueizilla esbravejando os seus títulos e méritos e toda a sua indestrutibilidade. Oi? Isso é sério? Todas nós precisamos de uma psicóloga, mas essa certamente não é a mais recomendável para lhe tratar, já que ela mesma é feito de vidro, um vidro muito frágil, daqueles que dá para quebrar com um cochicho (e não com um grito). Minha cara Psicóloga, infelizmente não é possível se conviver numa sociedade livre de críticas, influências negativas, julgamentos. Nem aqui na Alemanha, nem na China, muito menos no Brasil. Se quiser um lugar neutro e feliz para se viver, se tranque num quarto sem janelas. O problema é que a Sra. provavelmente vai ter que conviver com as próprias críticas e julgamentos. Nesse caso, não há como se defender. 

Por isso que digo sem medo que eu apoio o Shame on you, Blogueira. Mesmo que ela seja exagerada, tudo para mim é como se fosse uma caricatura. Claro que muitos se aproveitam para dar a sua cuspidinha na „vítima“ ou jogar uma pedra. Tem algumas blogueiras que foram mostradas que eu já admirava e que ganharam mais ainda a minha admiração pelo modo como reagiram: Alô, Claudinha? Tem outras que foram sim injustiçadas, mas que deveriam apenas dar a sua resposta de forma elegante e sincera, duas qualidades de condizem muito mais com a imagem que eu tenho delas do que com todo esse „estou ofendida, eu odeio vocês“. Como a Ana já falou num post, a blogosfera é que nem a escola… e como na escola há algumas regras de sobrevivência que eu, a gordinha, cdf (nerd) de sobrancelha de Monteiro Lobato + calça jegue + corte de cabelo horrível, aprendi: nada é mais sem graça para os engraçadinhos do que ignorar e se manter calma. Se possível, ria junto.

Bom meninas, reflitam sobre isso…

Ninguém é santo (a não ser eu, que como diria a minha mãe, vou pro céu com tripa e tudo), e quem tem boca fala o que quer. Sim, os ditos populares também são válidos na net.

Beijos congelados e floridos da Alemanha,

Nanda

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